Exposições
Carlos Nogueira
desenhos, construções
e outros acidentes
Curadora: Sara Antónia Matos
De 9 Dezembro a 31 de Janeiro de 2009
Inauguração: 9 Dezembro, 18:30
Conversa e visita guiada com o Artista,
Miguel Wandschneider e Sara Antónia Matos
Quinta-feira, dia 11 de Dezembro de 2008, pelas 18h30
Artista Plástico/Escultor. O seu campo de trabalho situa-se no domínio da tridimensionalidade, prospectivando relações de permeabilidade entre as práticas da escultura e da arquitectura contemporâneas. Esta obra promove o cruzamento dos princípios inerentes às respectivas disciplinas – espaço onde ambas se reinventam para dilatar os seus campos de operatividade.
Os projectos desenvolvidos potenciam relações com o lugar, convocando o espectador para uma posição de performatividade, em que a obra e o espaço envolvente – habitados em simbiose – se reinvestem mutuamente de sentidos.
Professor Associado Convidado no departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa e no Colégio Moderno em Lisboa, Carlos Nogueira pensa os processos de investigação e concepção, subjacentes às áreas de projecto, como parte integrante da obra. A vertente de projecto é revelada também no trabalho de desenho e nos diversos livros de artista já publicados.
Integrou as representações oficiais portuguesas à XLII Bienal de Veneza, em 1986 e à XIX Trienal de Arquitectura de Milão, em 1996. Desenvolveu várias intervenções para o espaço público, onde as suas obras constituem parte integrante e estruturante do lugar: construção elíptica com Ueli Krauss em Berna; beyond the very edge of the earth em Brighton e em Londres, mas também em território nacional, construção mural no Centro Nuno Belmar da Costa em Oeiras, mais longe e límpido ao longo na Casa da Cerca em Almada e construção com chão branco a partir de dentro no Palácio Ventura Terra em Lisboa.
De um percurso artístico que atravessa três décadas e que compreende a participação em exposições em Macau, Riga, Hong Kong, Ann Arbor, Milão, Nova Iorque, Toulon, Veneza, Nurenberga, Lausanne, São Paulo e Lunds, destacam-se ainda as exposições e intervenções individuais no Sintra Museu de Arte Moderna/Colecção Berardo, no Centro Cultural de Belém, na Capela de Sines, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu da Cidade em Lisboa, no Centro Cultural Camões em Brasília, no Museu Belas Artes no Rio de Janeiro, entre outros.
A obra de Carlos Nogueira, bem como textos fundadores sobre o seu trabalho podem ser consultados no site www.carlosnogueira.com

Fotografia Miguel Ângelo Guerreiro
a vida passa por aqui
um texto de Gisela Rosenthal.
O trabalho de Carlos Nogueira inicia-se sempre da mesma maneira, recorre a uma certa disciplina preestabelecida e cumpre alguns passos premeditados. Acaba sempre, porém, por se aventurar por caminhos novos, nunca trilhados, únicos. No princípio estão o reconhecimento e a contemplação dos espaços onde irá intervir assim como das linhas de força nas quais irá interferir...
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Do corpo do espaço ao espaço do corpo:
uma vertigem sobre o infinito
um texto de Sara Antónia Matos.
E se as propostas mais radicais de museus modernistas fossem simultaneamente projectos para um novo tipo de casa? E se a «domesticidade» fosse ela própria fonte de modernidade?
É com estas questões que começa o texto de Beatriz Colomina sobre a ideia de um Museu Sem Fim , protagonizada pelos arquitectos Le Corbusier e Mies van der Rohe...
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