espaço arte contemporânea

Exposições

Moirika Reker Gilberto Reis 
Silêncio a Silêncio

Curadoria: João Miguel Fernandes Jorge

De 03 de Março a 18 de Abril 2009
Inauguração: Terça-feira, 03 Março 2009, pelas 18h30

Conversa e visita guiada Moirika Reker e João Miguel Fernandes Jorge
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009, pelas 18h30

No dia 03 de Março, a Fundação Carmona e Costa inaugura no seu espaço arte contemporânea a exposição Silêncio a Silêncio dos artistas Moirika Reker Gilberto Reis com a curadoria de João Miguel Fernandes Jorge. Num percurso de excepcional intensidade, a exposição conjuga quatro vídeos e três grandes desenhos em tela de alcatrão. No catálogo, lançado pela ocasião numa co-edição fcc / assírio& alvim, o curador refere-se deste modo à articulação destas obras que recorrem a suportes e técnicas radicalmente diferentes:

“O eikon, (a imagem) e o simulacro têm consigo um erro natural, uma espécie de face demasiado humana, de santa face mesmo. Neste limite de recusa se inicia o trabalho de MRGR. Silêncio a Silêncio traz por conceito e por lugar, além do esplendor do negro que dá fundação ao desenho / pintura «Silêncio I», «II» e «III», uma luta corpo a corpo. Combate, em aberta oposição com o apaziguamento aparente do silêncio, à escuta, à espreita de uma fuga nos vídeos. Mas combate e silêncio de um julgamento. Um julgar que percorre o silêncio da obra de arte, para se instituir como elemento de uma possibilidade de existência e de um sentimento ético. Nos quais, virtude e coragem deslizam do negrume das telas para o dos vídeos, carregados da identidade que traziam na civilização romana, de modo a problematizarem comportamentos e mentalidades.”

Anjo

Silêncio | Detalhe

Sobre os escombros

um texto de Gisela Rosenthal.

A imagem tutelar da exposição encontra-se num canto de uma das quatro salas do espaço arte contemporânea, envolta por uma escuridão densa. O vídeo(2008) é projectado sobre uma montanha de restos de grafite que brilham misteriosamente por baixo da sua luz. Na imagem quase transparente um par de asas irisantes atravessam, soltas, o reluzente negro num voo diagonal, afastando-se lentamente. Deixam para trás centenas de minas amontoadas, utilizadas até à ponta ou deitadas fora a meio como se fossem os escombros de todas as utopias fracassadas que artistas, pensadores e historiadores da modernidade construíram nos seus escritos e desenhos...

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Silêncio a silêncio

um texto de João Miguel Fernandes Jorge

Uma ocasião viva caracteriza-se pelo esclarecimento de uma novidade que surge entre uma série de conceptuais. Este de Moirika Reker Gilberto Reis tem, desde início, um sentido de , como característica do que é apreensível. Condição que advém dos trabalhos desenhados na tela de alcatrão sobre alumínio. Antes da proposição se exercer como pólo mental, o fogo foi o elemento material chamado a (a colar) a tela de alcatrão ao suporte de alumínio....

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