Exposições
Quatro Ímpares
Miguel Ãngelo Rocha
26 de Setembro a 08 de Dezembro de 2007
Miguel Ângelo Rocha expõe regularmente desde o início dos anos 90 e conta já com uma dúzia de exposições individuais. Ao longo destes anos, a sua obra renova e reinventa a prática da escultura a partir de processos criativos que a delineiam como espaço de arquitectura e/ou espaço de paisagem. Na sua construção recorre a materiais invulgares como cartão prensado, cartolina, tecidos vários, gesso e muitos outros, dando, dentro das linguagens plásticas desenvolvidas, um papel insólito e perturbador à cor. A prática do desenho, recorrente desde o início do seu fazer, intensifica-se a partir de 1998 como pratica que se autonomiza do trabalho escultórico.
Na exposição agora patente no espaço arte contemporâneo na fundação carmona e costa, apresentam-se duas séries de desenhos realizadas entre 1998 e 2006, e um conjunto de objectos volumétricos de 2006, testemunhos da íntima relação entre estas duas linguagens plásticas na obra do artista. Na entrevista a Sara Antónia Matos, publicada no catálogo editado por ocasião desta exposição, o artista refere-se deste modo ao desenho:
"....interessa-me a construção de imagens o que implica um trabalho que lida directamente com a linguagem, que a questiona, reinventa, propõe inclusivamente um referencial novo. Como tal, o desenho é uma actividade ou "lugar" em que tento empurrar os limites do mesmo. Penso que a ambiguidade é um elemento constitutivo do desenho, não num possível sentido narrativo mas como algo estrutural, porque não pretende inscrever-se numa forma determinada ou conhecida. Isto é o que me proponho, no desenho mas também em todo o meu trabalho."